Shopping Tijuca: Polícia Recolhe Imagens de Câmeras de Segurança e Ouve Testemunhas
A Polícia Civil deu início às investigações sobre o incêndio que ocorreu no Shopping Tijuca, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro. O trágico incidente, que aconteceu na última sexta-feira, resultou na morte de duas pessoas. Devido ao intenso trabalho do Corpo de Bombeiros e à grande quantidade de fumaça presente no edifício, a perícia ainda não foi realizada. No entanto, as autoridades já começaram a coletar imagens das câmeras de segurança do shopping e a ouvir testemunhas que possam fornecer informações relevantes sobre o ocorrido.
Conforme os bombeiros, o trabalho de rescaldo no local foi concluído na terça-feira, após um esforço contínuo de 90 horas. Durante toda a operação, aproximadamente 90 militares estiveram mobilizados para combater as chamas e garantir a segurança da área. O coronel Luciano Sarmento, subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, afirmou que a próxima fase envolve a realização de uma vistoria no imóvel, que irá verificar o funcionamento do sistema de prevenção a incêndios e identificar possíveis correções necessárias.
Impacto do Incêndio e Interdições
Na tarde de segunda-feira, a Defesa Civil Municipal decidiu interditar o subsolo do shopping, onde o incêndio teve início, além de outras 14 lojas localizadas na lateral esquerda do estabelecimento. Essas áreas foram severamente danificadas pelo calor e apresentam riscos de queda de revestimentos internos e deslocamentos de partes do teto e do piso. Entretanto, as autoridades garantiram que não há risco iminente de desmoronamento da estrutura do shopping.
A reabertura do Shopping Tijuca ainda não tem uma previsão definida, o que gera preocupação entre os comerciantes e frequentadores habituais do local. Para garantir a segurança da população, o Corpo de Bombeiros deixou uma viatura de combate a incêndio no shopping, pronta para intervir em caso de pequenos focos de fogo que possam surgir.
O Incêndio: Causas e Consequências
O incêndio teve início na noite de sexta-feira, por volta das 18h28, quando os quartéis da Tijuca e de Vila Isabel foram acionados para o combate às chamas, que supostamente começaram em uma loja de decoração. Infelizmente, na madrugada seguinte, foi confirmada a morte de duas pessoas, entre elas, o supervisor de brigadistas Anderson Aguiar do Prado, que chegou sem vida ao Hospital Municipal Souza Aguiar, e a brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes, que foi retirada do prédio sem apresentar sinais de queimaduras. A primeira hipótese aponta que sua morte pode ter sido causada por inalação de fumaça.
Além das vítimas fatais, outras três pessoas ficaram feridas durante o incidente, o que ressalta a gravidade da situação e a importância de medidas preventivas em locais de grande circulação como shoppings.
Atualizações das Vias e Circunstâncias Locais
Após quatro dias de interdição, a Avenida Maracanã foi liberada para o tráfego de veículos na terça-feira. O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) informou que a via foi reaberta no sentido Centro, na altura da Rua Barão de Mesquita, e os desvios que haviam sido estabelecidos foram cancelados. No entanto, a Rua Engenheiro Enaldo Cravo Peixoto permanece fechada devido aos trabalhos de segurança realizados pelo Corpo de Bombeiros.
As investigações sobre as causas do incêndio e as condições de segurança do Shopping Tijuca continuarão em andamento, enquanto as autoridades competentes buscam esclarecer o ocorrido e prevenir que tragédias semelhantes se repitam no futuro.