Trio Preso por Morte de Chefe de Facção e Bebê Ferido em SC

Trio é preso por suspeita de homicídio de chefe de facção em Santa Catarina

Na manhã de 16 de dezembro de 2025, três homens foram detidos em Manaus, suspeitos de estarem envolvidos na morte de Alexandre Araújo Brandão, de 37 anos, conhecido como “Xuruca”. O crime, que também resultou em um bebê de apenas um ano e oito meses sendo baleado, ocorreu em outubro, no bairro Campeche, em Florianópolis.

A operação que culminou nas prisões foi coordenada pela Delegacia de Homicídios de Florianópolis, com o suporte da Delegacia de Homicídios de Manaus. Informações coletadas pelo colunista Ânderson Silva, do NSC Total, revelam que um quarto suspeito ainda está foragido em uma comunidade no Rio de Janeiro, e as autoridades continuam em busca dele.

O crime e suas consequências

O assassinato de Alexandre Araújo Brandão ocorreu na noite de 9 de outubro, quando ele foi atacado por atiradores enquanto segurava seu filho no colo. O ataque resultou em aproximadamente 10 disparos que atingiram o homem e, tragicamente, também feriram a criança. O bebê foi imediatamente levado ao Hospital Infantil Joana de Gusmão, onde recebeu atendimento em estado grave. Felizmente, após alguns dias, ele conseguiu deixar a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em 15 de outubro.

Perfil criminal de Alexandre Araújo Brandão

Natural de Manaus, Alexandre Brandão tinha um histórico criminal extenso, que incluía acusações de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo, formação de quadrilha, receptação e homicídio. Ele enfrentava mais de 12 processos judiciais, com registros de violência doméstica em estados como Santa Catarina, Distrito Federal e Amazonas.

Em janeiro de 2024, Alexandre foi preso em flagrante no Campeche durante uma operação conjunta entre a Polícia Federal e as Forças de Segurança do Amazonas. Na ocasião, o delegado Sávio Pinzon destacou que ele era um membro de alto escalão de uma organização criminosa do Amazonas, que tinha conexões com o crime organizado em outras regiões, como o Rio de Janeiro. “Ele foi para Santa Catarina, mas continuava a comandar o esquema criminoso no Estado”, afirmou o delegado.

Antes de sua morte, Alexandre já havia sido preso anteriormente por posse de 14 armas em Manaus e estava cumprindo uma pena de 15 anos por homicídio. No entanto, mesmo após sua liberação, ele conseguiu manter sua influência em atividades criminosas interestaduais. Em julho de 2025, a imprensa local noticiou que ele havia sobrevivido a um atentado em Manaus, onde cerca de 50 disparos atingiram o veículo que ele ocupava, resultando em ferimentos nas pernas.

Implicações e a luta contra o crime organizado

As prisões dos suspeitos no caso de Alexandre Araújo Brandão são um reflexo do esforço contínuo das autoridades para combater o crime organizado e a violência no Brasil. O envolvimento de facções criminosas, que operam em diferentes estados, representa um grande desafio para a segurança pública. A colaboração entre as delegacias de homicídios de diferentes regiões é crucial para desmantelar essas redes ilícitas e responsabilizar os envolvidos.

A violência que atingiu um bebê inocente durante este crime ressalta a gravidade da situação e a necessidade urgente de ações efetivas para proteger a população. As autoridades devem persistir em suas investigações e ações, buscando não apenas prender os responsáveis, mas também implementar estratégias que previnam futuros incidentes semelhantes.

O caso de Alexandre e seu trágico desfecho é apenas um dos muitos que evidenciam a interconexão entre o crime organizado e a segurança pública no Brasil, levantando questões sobre a eficácia das políticas de segurança e a proteção de cidadãos vulneráveis.