Cenas da praia do Santinho em Florianópolis, onde corpos foram encontrados em casos de assassinato

Polícia Investiga Morte de Gaúcha e Corpo em Mala em Praia

Investigação Policial: Assassinato de Corretora Gaúcha e Corpo Encontrado em Praia de Florianópolis

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga uma possível conexão entre o assassinato da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, e um corpo desmembrado encontrado em uma mala na praia do Santinho, em dezembro de 2025. A informação foi confirmada pelo delegado Alex Bonfim, da Delegacia de Homicídios da Capital.

Luciani foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses em 4 de março de 2026. Sua morte chocou a comunidade local, especialmente pela brutalidade do crime, que inclui o esquartejamento do corpo. A polícia identificou que parte dos restos mortais de Luciani foi encontrada em Major Gercino, a aproximadamente 100 quilômetros de Florianópolis, e estavam divididos em cinco pacotes descartados em um córrego. Este crime é tratado como latrocínio, caracterizado pelo roubo seguido de morte.

Semelhanças entre os Casos

A semelhança nas características dos crimes chamou a atenção dos investigadores. Ambos os casos envolvem métodos de execução brutais e o abandono dos corpos em locais próximos. O corpo do homem encontrado na praia do Santinho também estava desmembrado e armazenado em sacos, embora a vítima ainda não tenha sido identificada.

O corpo do homem, que é descrito como um jovem entre 21 e 23 anos, com altura entre 1,60 e 1,80 metros, possui características que podem ajudar na identificação. Ele tinha um piercing na língua e várias tatuagens significativas, incluindo:

  • Um desenho semelhante a uma flor de lótus na lateral direita do abdômen;
  • Tatuagens nas costas da mão esquerda, possivelmente com uma palavra escrita em cada dedo;
  • Mãos em oração segurando um terço, com a palavra “família” escrita na lateral esquerda do abdômen.

Importância da Identificação da Vítima

A identificação do corpo encontrado na praia do Santinho é vital para o avanço das investigações. O delegado Bonfim ressalta que, apesar de já haver uma linha de investigação, não existem ainda indícios concretos que confirmem a ligação entre os dois casos. A Polícia Civil solicita a colaboração da população para qualquer informação relevante através do telefone 181.

Desaparecimento de Luciani

A corretora Luciani foi reportada como desaparecida pela família em 9 de março de 2026, após eles notarem que não atendia às ligações e que mensagens enviadas de seu celular continham erros gramaticais suspeitos. Durante as investigações, a polícia descobriu que compras online foram realizadas utilizando o CPF da vítima, o que levantou ainda mais suspeitas sobre um possível crime.

Suspeitos do Crime

Três pessoas foram presas como suspeitas de envolvimento no assassinato de Luciani:

  • A administradora do conjunto residencial onde ela morava, presa em 12 de março;
  • Um vizinho que morava ao lado da vítima, preso em 13 de março;
  • A namorada de um dos suspeitos, também presa em 13 de março.

A defesa dos suspeitos ainda não foi contatada pela imprensa, e a investigação continua em andamento.

Reações da Família e Comunidade

A família de Luciani expressou preocupação com mensagens enviadas de seu celular, que continham erros e foram enviadas após um período de inatividade. O irmão da corretora destacou que a falta de contato e a ausência de felicitações no aniversário da mãe, em 6 de março, geraram desconfiança. Luciani, embora morasse sozinha, mantinha contato regular com sua família, o que tornou seu desaparecimento ainda mais alarmante.

O corpo esquartejado de Luciani foi encontrado em Major Gercino, confirmando as piores suspeitas da família. As partes do corpo foram transportadas no carro da própria vítima e jogadas em um córrego na zona rural. As buscas continuam, e o Corpo de Bombeiros localizou outras partes do corpo nas margens do Rio Tijucas, em uma operação que ainda não foi concluída.

Quem era Luciani Aparecida Estivalet Freitas?

Luciani era uma profissional respeitada, atuando como administradora, corretora e turismóloga. Natural de Alegrete, no Rio Grande do Sul, ela era conhecida por sua dedicação e pela relação próxima que mantinha com a família e amigos. Sua morte brutal deixou a comunidade em choque, e a busca por justiça continua à medida que as autoridades investigam os detalhes desse caso trágico.