Síndico Cléber Rosa de Oliveira durante ataque à corretora Daiane Alves de Souza no subsolo de prédio em Goiás.

Síndico Aparece em Vídeo de Ataque a Corretora em Subsolo de Prédio

‘O síndico está aqui embaixo’: Vídeo mostra ataque a corretora em subsolo de prédio em Goiás

Um vídeo chocante divulgado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) revela o momento em que Cléber Rosa de Oliveira, síndico de um prédio em Caldas Novas, ataca a corretora de imóveis Daiane Alves de Souza. O incidente ocorreu no subsolo do edifício onde ambos residiam e foi capturado pelo celular da vítima, que foi encontrado em uma tubulação de esgoto.

O Desaparecimento de Daiane

Daiane, de 43 anos, estava desaparecida desde 17 de dezembro do ano passado, quando desceu ao subsolo do prédio para religar a energia de seu apartamento. Imagens de câmeras de segurança mostraram que ela levou seu celular e registrou sua movimentação até o momento em que foi atacada. Em um relato gravado, ela mencionou que estava indo verificar o disjuntor do apartamento 402 e que o síndico estava presente no local.

“Cheguei na recepção, a [empresa] Equatorial não veio cortar. Claro, porque está pago. Agora vou descer lá embaixo para ver se o disjuntor está desligado”, disse Daiane, antes de encontrar Cléber. Sua última comunicação foi interrompida por um grito, evidenciando que o ataque havia começado.

Detalhes do Crime

Antes do crime, havia pelo menos 12 processos judiciais envolvendo Cléber e Daiane, que incluíam disputas que variavam de crimes contra a honra a perseguições. As investigações indicaram que a relação entre os dois era marcada por conflitos, o que pode ter contribuído para a motivação do homicídio. Segundo a polícia, Cléber estava aguardando Daiane no subsolo, usando luvas, o que sugere premeditação.

O delegado João Paulo Mendes afirmou que Cléber posicionou seu veículo próximo ao local onde pretendia render Daiane, o que demonstra um planejamento prévio do ataque. Após o crime, o corpo de Daiane foi encontrado em uma área de mata na mesma cidade, e a defesa do síndico alegou que ainda não tinha acesso completo à investigação.

Desdobramentos da Investigação

A investigação começou após o desaparecimento de Daiane, que foi considerado “não voluntário”. Ela não levou objetos pessoais essenciais e não movimentou suas contas bancárias, o que levantou suspeitas sobre sua ausência. Além disso, o celular de Daiane deixou de emitir sinais logo após o último registro, e não houveram evidências de que ela planejava uma fuga.

Com o avanço das investigações, foram identificados elementos que indicavam a ocorrência de um crime violento. A polícia destacou que Cléber apresentou versões contraditórias sobre o que ocorreu no dia do ataque, e não havia registros de que Daiane tivesse saído do prédio com vida.

Confissão e Provas

Cléber foi preso e confessou o crime, afirmando que houve uma discussão entre ele e Daiane, que resultou em uma luta corporal. Ele alegou que o disparo que levou à morte da corretora foi “supostamente acidental”. O celular de Daiane foi considerado uma prova crucial, pois registrou a presença do síndico e o início da agressão, que ocorreu sem qualquer aviso prévio.

Os investigadores afirmaram que Daiane foi morta com dois tiros, e que os disparos foram realizados fora do prédio, já que poderiam ser ouvidos na recepção. Uma das balas ficou alojada na cabeça da corretora, evidenciando a gravidade do crime. A combinação de provas testemunhais, periciais e técnicas levou à conclusão das investigações, resultando na prisão e confissão do síndico.

Considerações Finais

Este trágico incidente não apenas destaca a violência que pode ocorrer em ambientes residenciais, mas também levanta questões sobre a responsabilidade dos síndicos na mediação de conflitos e na segurança dos moradores. A história de Daiane Alves de Souza serve como um lembrete sombrio da necessidade de vigilância e proteção em comunidades habitacionais.

As investigações continuam, e a sociedade aguarda por justiça para a corretora que perdeu a vida de maneira tão brutal. O caso ressalta a importância de um sistema de justiça eficiente e a necessidade de medidas preventivas para garantir a segurança de todos os cidadãos.