O que é o Will Bank e o que acontece com quem tem conta e CDB nele
O Will Bank, anteriormente conhecido como Will Financeira, surgiu com a proposta de ser um banco digital acessível, especialmente para pessoas de renda média e baixa. Desde sua fundação em 2017, a instituição buscou atender um público que historicamente tem sido negligenciado por bancos tradicionais, com uma forte presença no Nordeste do Brasil, onde cerca de 60% de sua base de clientes reside.
História e evolução do Will Bank
A trajetória do Will Bank começou com a criação do pag!, um emissor de cartões de crédito idealizado por Felipe Felix em parceria com os irmãos Giovanni e Walter Piana. Em 2020, a empresa passou por uma reformulação e adotou o nome Will Bank, expandindo seus serviços além dos cartões de crédito. Desde então, o banco digital introduziu diversas soluções financeiras, incluindo:
- Conta digital com remuneração;
- Pagamentos via Pix e boletos;
- Empréstimos pessoais;
- Antecipação do saque-aniversário do FGTS;
- Marketplace com sistema de cashback.
A liquidação extrajudicial do Will Bank
No dia 21 de janeiro de 2026, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, resultando na suspensão imediata das atividades de captação de recursos e concessão de crédito. Essa decisão impactou todos os serviços do Will Bank, incluindo contas correntes e contas de pagamento, que deixaram de funcionar normalmente.
Com a liquidação, os recursos mantidos pelos clientes foram incorporados ao processo de liquidação e serão pagos conforme as garantias disponíveis e a ordem legal de prioridade entre os credores. O Banco Central nomeará um liquidante responsável por apurar os valores devidos e conduzir o pagamento aos clientes e demais envolvidos.
Proteção dos depositantes
Uma das principais preocupações dos clientes é a segurança dos seus depósitos durante a liquidação da instituição. O Banco Central esclarece que, em situações como essa, os depositantes estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Este fundo garante a proteção de valores de até R$ 250 mil por pessoa, considerando o conjunto de depósitos e produtos elegíveis mantidos na instituição.
Para os clientes do Will Bank que se enquadram nas regras do FGC, a proteção vale respeitando o teto definido, o que traz um certo alívio em um momento de incerteza.
Investindo em CDBs do Will Bank
Outra preocupação relevante para os clientes do Will Bank é sobre os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pela instituição. Assim como os depósitos, os investimentos em CDBs também estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos. Isso significa que investidores que aplicaram em CDBs elegíveis do Will Bank têm seus recursos protegidos até o limite de R$ 250 mil por CPF, conforme as normas gerais do fundo.
Isso proporciona um nível adicional de segurança para aqueles que confiaram seus investimentos a essa instituição, embora a situação atual ainda traga dúvidas e incertezas sobre o futuro do banco e de seus serviços.
Considerações finais
A liquidação do Will Bank representa um momento desafiador tanto para os clientes quanto para o mercado financeiro. A história do banco, que começou com a intenção de democratizar o acesso ao sistema financeiro, agora enfrenta um desfecho complicado. Para os clientes que possuem contas ou investimentos na instituição, é fundamental acompanhar as atualizações sobre a liquidação e entender seus direitos e opções, especialmente em relação à proteção oferecida pelo Fundo Garantidor de Créditos.
O futuro do Will Bank e as repercussões da sua liquidação ainda estão em aberto, mas os clientes devem estar cientes de seus direitos e buscar informações confiáveis para tomar decisões informadas sobre seus recursos financeiros.