Como agir em casos de convulsão: desmistificando mitos perigosos
Recentemente, o ator Henri Castelli passou por uma experiência alarmante durante o programa BBB26, quando sofreu uma convulsão após longas horas de prova de resistência. Esse incidente gerou preocupação tanto entre os participantes quanto entre os espectadores, levantando questões sobre como agir em situações semelhantes. Especialistas em neurologia alertam sobre alguns mitos perigosos que podem agravar a situação e oferecem orientações sobre o que deve ser feito ao presenciar uma convulsão.
O que aconteceu com Henri Castelli?
Durante uma intensa prova de resistência, Henri Castelli desmaiou e começou a se debater, o que alarmou os colegas de confinamento. Em meio ao desespero, alguns participantes gritaram instruções, como “puxa a língua dele” e “vira ele de lado”. Apesar das boas intenções, essas orientações são baseadas em mitos que podem ser prejudiciais. A produção do programa rapidamente interveio para prestar socorro ao ator, evitando que as práticas inadequadas fossem seguidas.
O que fazer ao presenciar uma convulsão?
De acordo com o neurologista Felipe Schmidt, é fundamental tomar algumas medidas de proteção para garantir a segurança da pessoa que está tendo a convulsão. As ações recomendadas incluem:
- Proteger a cabeça: É essencial evitar que a pessoa bata a cabeça em superfícies duras, o que pode causar traumas.
- Afastar objetos: Remover objetos perigosos ou que possam causar ferimentos é uma prioridade.
- Não tentar conter os movimentos: É perigoso tentar segurar a pessoa durante uma convulsão, pois isso pode causar lesões em quem tenta ajudar, além de não ser eficaz.
- Colocar a pessoa de lado: Se possível, é recomendado colocar a pessoa de lado para facilitar a respiração e evitar a aspiração de saliva.
Desmistificando o mito de “puxar a língua”
Uma das orientações mais perigosas que circulam é a de “puxar a língua” durante uma convulsão. Esta prática, segundo o neurologista Matheus Trilico, é um mito que pode resultar em lesões graves. Ele explica que a tentativa de puxar a língua pode causar obstrução das vias aéreas e ferimentos na boca da pessoa em crise. Além disso, a contração da mandíbula durante a convulsão pode ser intensa, o que pode levar a danos nas mãos de quem tenta ajudar.
O que não fazer durante uma convulsão
Além de não puxar a língua, existem outras ações que devem ser evitadas durante uma convulsão:
- Colocar objetos na boca: É um mito que a pessoa possa engasgar ou morder a língua, e colocar qualquer objeto na boca pode causar mais danos.
- Agir em pânico: O desespero pode levar a decisões apressadas, que podem agravar a situação.
- Isolar a pessoa: É importante que as pessoas ao redor mantenham a calma e estejam disponíveis para ajudar, mas sem interferir diretamente na convulsão.
Quando buscar ajuda médica?
Após uma convulsão, é importante monitorar a pessoa. Se a convulsão durar mais de cinco minutos ou se a pessoa não recuperar a consciência rapidamente, deve-se buscar ajuda médica imediatamente. Além disso, se a pessoa tiver convulsões repetidas ou se for a primeira vez que se tem uma convulsão, a assistência médica é essencial para um diagnóstico adequado.
Conclusão
Convulsões podem ser assustadoras, tanto para quem as vive quanto para quem testemunha. É fundamental estar informado sobre as práticas seguras e desmistificar os mitos que podem prejudicar a pessoa em crise. A proteção e o cuidado são essenciais em momentos críticos, e o conhecimento pode fazer a diferença na vida de alguém. Ao presenciar uma convulsão, mantenha a calma, siga as orientações corretas e procure ajuda profissional quando necessário.