Gripe K em Santa Catarina: O Que Você Precisa Saber
No dia 12 de dezembro de 2025, o Ministério da Saúde do Brasil confirmou o primeiro caso de “gripe K” no país, registrado em amostras coletadas no estado do Pará. Essa notícia gerou um alerta global da Organização Mundial da Saúde (OMS) devido ao aumento significativo de casos na Europa e na Ásia. Especialistas em saúde pública e infectologistas têm se manifestado sobre a situação, explicando os detalhes sobre o vírus, seus sintomas, formas de prevenção e os grupos de risco.
De acordo com a OMS, desde agosto de 2025, o subtipo K do vírus da gripe tem apresentado um crescimento acelerado em diversos países, com algumas regiões observando um aumento acima do normal. Relatórios indicam que a atividade do vírus influenza está começando a aumentar em várias partes do mundo, embora ainda não tenha alcançado um limiar epidêmico. Em Santa Catarina, a Secretaria de Estado de Saúde informa que, até o momento, não há registros da gripe K.
O Que é a Gripe K?
O infectologista Tarcisio Crocomo, que atua como pediatra e professor de medicina na Univille, esclarece que a gripe K não representa um novo vírus, mas sim uma modificação genética do vírus influenza A (H3N2). Ele destaca que as mudanças climáticas podem estar influenciando o início mais precoce das temporadas de gripe, aumentando a exposição de grupos vulneráveis.
A gripe K é classificada como um subclado, o que significa que se trata de uma variação do mesmo vírus, caracterizada por pequenas mudanças genéticas acumuladas ao longo do tempo. Embora essas variações não indiquem um novo vírus, elas podem impactar sua circulação e a resposta imunológica do organismo.
A Preocupação da População
Apesar da confirmação do primeiro caso de gripe K no Brasil e do aumento de casos na Europa, a infectologista Sabrina Sabino afirma que não há motivos para alarme, dado que não foram registrados casos graves até o momento. No entanto, a situação serve como um alerta para que o Brasil antecipe a campanha de vacinação para o ano de 2026.
Sabino enfatiza que a circulação viral da gripe K já foi observada no Hemisfério Norte e que, devido à globalização e à facilidade de deslocamento entre os hemisférios, é provável que o Brasil enfrente uma temporada gripal mais intensa e precoce. Portanto, iniciar a campanha de vacinação antes do inverno pode ser crucial para mitigar o impacto da doença.
Sintomas da Gripe K
Os sintomas associados à gripe K são semelhantes aos da gripe sazonal comum. De acordo com especialistas da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), os principais sintomas incluem:
- Febre
- Mal-estar geral
- Dor no corpo
- Dor de cabeça
- Tosse
- Dor de garganta
- Cansaço
Formas de Prevenção
A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra a gripe K, segundo especialistas. Além da vacinação, outras medidas de prevenção recomendadas incluem:
- Higienização frequente das mãos
- Evitar aglomerações e o contato com pessoas gripadas
- Uso de máscara em caso de sintomas
- Evitar cumprimentos com aperto de mão e manter distância social quando estiver doente
- Manter ambientes bem ventilados, com portas e janelas abertas
- Evitar contato próximo com pessoas que apresentam sintomas gripais
- Utilizar a etiqueta respiratória, cobrindo o nariz e a boca ao tossir ou espirrar
- Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies potencialmente contaminadas
- Limpar e desinfetar superfícies que entram em contato frequente com as mãos
- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e talheres
Grupos de Risco
Assim como em outras variantes da influenza, os grupos mais vulneráveis à gripe K são os mesmos, incluindo:
- Idosos e crianças pequenas, especialmente menores de seis meses
- Gestantes, devido ao sistema imunológico mais comprometido
- Pessoas com doenças crônicas, como obesidade, hipertensão, problemas cardíacos e pulmonares
- Pacientes imunossuprimidos, que têm maior risco de desenvolver quadros graves
Com a aproximação da temporada de gripe, é fundamental que a população esteja atenta às orientações de saúde pública e que as medidas de prevenção sejam adotadas para garantir a proteção de todos.