Perícia Confirma Identidade de Vítima de Explosão no Tatuapé
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou que o corpo encontrado carbonizado em um imóvel que explodiu no Tatuapé, na zona leste da cidade, pertencia a Adir Mariano, um frentista de 46 anos. A explosão ocorreu na noite de quinta-feira, 13 de novembro de 2025, e causou significativa destruição na região.
Investigação e Histórico Criminal
De acordo com o delegado Filipe Soares, da 5ª Central Especializada em Repressão ao Crime Organizado (Cerco), Adir Mariano estava sob investigação por soltar balões e havia dois processos em andamento relacionados a esse crime. Ele havia se mudado para o local da explosão há aproximadamente 40 dias.
O delegado mencionou que Adir tinha um histórico criminal, com registros em 2011 e 2012 por atividades relacionadas à soltura de balões. Embora tenha sido preso na época, ele foi absolvido em um dos processos. A casa onde ocorreu a explosão estava sendo utilizada irregularmente como depósito de fogos de artifício.
Impacto da Explosão
A explosão, que aconteceu por volta das 19h50, não apenas destruiu a casa de Adir, mas também causou danos a imóveis vizinhos, derrubando estruturas metálicas e danificando veículos estacionados nas proximidades. A intensidade do evento foi tal que a área precisou ser isolada para garantir a segurança dos moradores locais.
Na manhã seguinte, o cenário era desolador. Imagens do local mostravam os estragos, com telhados e carros destruídos, e pessoas feridas. A situação foi descrita como um “cenário de guerra” pelos policiais que atenderam à ocorrência.
Acionamento de Serviços de Emergência
Após a detonação, a Polícia Militar foi chamada para lidar com a situação, onde relataram ter ouvido uma explosão estrondosa. Ao chegarem, encontraram um ambiente caótico, com vítimas gritando por ajuda e feridos em diferentes condições. Durante as operações de rescaldo, o Corpo de Bombeiros acionou o Esquadrão de Bombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar, que encontrou o corpo de Adir entre os escombros.
A principal linha de investigação sugere que Adir poderia estar manuseando os explosivos no momento da explosão. Além disso, foi destacado que ele não possuía autorização da prefeitura ou de qualquer outro órgão público para armazenar materiais explosivos em uma área residencial.
Feridos e Consequências
A explosão deixou um total de 10 feridos, incluindo uma mulher que sofreu traumatismo craniano e um homem com escoriações. Algumas vítimas foram levadas para o Hospital Nipo-Brasileiro, enquanto outras receberam atendimento em diferentes instituições de saúde. Felizmente, a maioria dos feridos teve apenas lesões leves e foi liberada após avaliação.
Desdobramentos da Investigação
A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias que levaram à explosão. O caso foi registrado como explosão, crime ambiental e lesão corporal. A Secretaria de Segurança Pública ressaltou a gravidade do armazenamento ilegal de materiais explosivos, que representa um risco significativo à vida e à integridade da população.
As autoridades continuam investigando outros possíveis envolvidos, incluindo fornecedores de materiais explosivos. A prática de soltar balões é classificada como crime ambiental no Brasil, com penas que variam de um a três anos de prisão, além de multas.
Considerações Finais
A tragédia no Tatuapé levanta questões importantes sobre a segurança no armazenamento de materiais explosivos e a fiscalização de atividades ilegais. O caso de Adir Mariano é um lembrete da necessidade de medidas rigorosas para proteger a população e evitar incidentes como este no futuro.