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Frases Sínteses

  • SEM CONFLITOS ENVOLVENDO INTERESSES PARTICUARES NÃO HÁ O QUE NOTICIAR – A atualidade é um ambiente de conflitos onde se confrontam ações que sempre envolvem interesses particulares. O jornalismo não tem que temer ou desprezar os interesses particulares. Além de legítimos, os interesses particulares movimentam a engrenagem da atualidade. Porém, como a sociedade espera do jornalismo o relato veraz dos acontecimentos e a explicação honesta de fatos e contextos, exige-se que os comportamentos do jornalismo tenham motivos vinculados não a algum dos interesses particulares em jogo, mas ao tão falado interesse público – para que, no dia seguinte, a própria atualidade a noticiar tenha desdobramentos convenientes à sociedade.

  • ENERGIA INTELIGENTE NO MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO – Quer se goste ou não das novas fisionomias do mundo, não há como rejeitar a Internet. Ela entrou na nossa vida de forma irreversível. E desarrumou o mundo, impondo novos formatos e novas lógicas às relações e às estruturas sociais. Com as fantásticas possibilidades de interação entre os tempos, os espaços, os ritmos, as tecnologias e as linguagens, alteraram-se também os modos de inserção do jornalismo na atualidade. Linguagem do relato e do comentário, o jornalismo tornou-se ambiente prioritário para as ações e interações dos conflitos da democracia. É energia inteligente no mundo em acelerada transformação.

  • O IMPORTANTE É O TEXTO, COM OU SEM PAPEL – Morrerão os jornais impressos? Não acredito. Penso, até, que o futuro lhes será favorável, não por causa do papel, mas por causa do texto. A própria Internet já se afirma como espaço fantástico para o jornalismo de texto. Pelas infovias correm, inclusive, os conteúdos dos jornais de papel. E os internautas podem ler e imprimir (em papel…) o que lhe interessa. O jornalismo do texto, no suporte papel ou em suportes digitais, ganhará importância na proporção e no ritmo em que cresce a complexidade da vida humana. Mas não é difícil prever que os jornais diários, tal como os conhecemos hoje, terão de encontrar outras formas de ser e outros procedimentos de relacionamento com os leitores.

  • RUMO PARA NOVAS VOCAÇÕES DO JORNALISMO IMPRESSO – O milagre tecnológico da informação em tempo real roubou ao jornalismo impresso diário o encanto da novidade. Pior do que isso: o jornalismo impresso diário não sabe lidar com essa perda. Continua a contar-nos as coisas de ontem como se hoje estivessem acontecendo. E enquanto estagnam ou caem as tiragens da imprensa diária, crescem, em elos infindáveis, as redes universais da informação instantânea. Mas há outros ritmos na atualidade, criados pela própria capacidade desarrumadora da informação imediata. Um deles, o ritmo dos efeitos não imediatos, provavelmente os mais complexos e perversos – socializados, frequentemente, em forma de injustiça e sofrimento. São efeitos que exigem a explicação, a análise, a polêmica, a divergência, o conflito, a elucidação. E aí está o rumo para novas vocações do jornalismo impresso diário.

  • NO CONFLITO, A ALMA DA NOTÍCIA – O que os meios jornalísticos diariamente nos oferecem, e em fluxo contínuo, é um volume impressionante de conteúdos que não produzem. Não são conteúdos para o lazer nem para o prazer. São relatos e comentários de ações políticas, administrativas, militares, econômicas, partidárias, religiosas, sindicais, artísticas, científicas, policiais, culturais, desportivas – ações inseridas numa infinidade de conflitos. Luta-se por dinheiro, poder, prestígio e mercados; por ideias, ideais, mentes e convicções; por trabalho e salários, direitos e privilégios. Luta-se pela verdade e pelo escamotear da verdade. Pelo sucesso próprio e pelo insucesso alheio. Luta-se pela vida e contra ela. Não há um só acontecimento digno de notícia que não esteja vinculado a um ou a vários desses conflitos.