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Frases Sínteses

  • FRONTEIRAS POROSAS ENTRE MARKETING E JORNALISMO – Nunca como agora o marketing e a notícia andaram tão próximos e interativos. Na política como nos negócios. Nas religiões como na ciência. Na cultura como nos esportes de alta competição. Em qualquer desses campos, e em outros, os acontecimentos noticiáveis são cada vez mais cuidadosamente planejados e controlados pelos saberes e poderes estratégicos do marketing, que transformam em ações táticas os fatos a serem noticiados. Os próprios produtos jornalísticos – jornais, revistas, programas de TV e rádio – investem cada vez mais em estratégias de marketing, em busca de audiências que lhes garantam lucros. Ou seja: sobrevivência. E isso nada tem de ruim, desde que não ocorra a fraude do jornalismo, em suas razões de ser e nos seus modos de produção.

  • ENERGIAS DA TRANSFORMAÇÃO – No Jornalismo, ao falarmos de Sociedade, narramos embates contínuos entre antagonismo dos quais irrompe a atualidade. São conflitos que, em rotas de colisão, envolvem ideias e interesses, ideais e territórios, expectativas e objetivos divergentes. Esse é o cenário que impõe às relações sociais lógicas de conflito. Porque, no espaço e no tempo do Jonalismo, sempre se luta por alguma coisa. Luta-se por pão e emprego; por luxo e posição social; por fama, poder, espaço e dinheiro. Luta-se por amor, por terra, por mentes. Luta-se para mudar as coisas. E para que não mudem. Assim, para repercussões e efeitos que supostamente conduzem a acordos convenientes à sociedade, pelo Jornalismo se espalham ao mundo os fatos, os significados, os entendimentos e as polêmicas dessas lutas. Que veem a ser, afinal, os conflitos da construção do presente. Conflitos que nutrem o Jornalismo. Mas que, ao mesmo tempo, só pelo Jornalismo se realizam e alcançam sucesso. É o universo complexo da transformação, do qual o Jornalismo faz parte, como linguagem e espaço público dos conflitos no mundo globalizado

  • ATRIBUTOS E COMPETÊNCIAS DO BOM REPÓRTER – O bom repórter só existe se for movido pela energia de se sentir ligado ao mundo e à vida. Se o repórter não tiver a capacidade de enxergar o mundo nos limites e nos fatos da aldeia por onde transita, é melhor que troque de ramo. A relação do repórter com a realidade circundante terá de ser a de um indagador insaciável, mas metódico. Indagador de olhares, para captar as manifestações do quotidiano das pessoas, pois nelas estão os sinais aparentes da complexidade dos grandes temas edramas. E indagador de perguntas, sem as quais jamais ultrapassará as aparências..

  • NO JORNALISMO, A CONSTRUÇÃO DA IGUALDADE – DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS: Artigo 1º – Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. CONSTITUIÇÃO DO BRASILl: Artigo 5 – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. PROPOSTA DE REFLEXÃO : A consciência da igualdade pressupõe a sabedoria humilde de todos nos descobrirmos e amarmos reciprocamente diferentes. Porque o somos. E porque só a soma das diversidades respeitadas e preservadas constrói a beleza e o vigor do todo. O exercício ético do jornalismo tem tudo a ver com isso.

  • OS IMBRICADOS CAMINHOS DA NOTÍCIA -Labirintos teóricos à parte, a verdade é que a informação da atualidade pela via jornalística não começa nem termina nas redações. Trata-se de um processo complicado de cruzamentos discursivos, em relações fortemente imbricadas em lógicas de causa-efeito-causa-efeito. Porque essa é a lógica dos conflitos – sejam eles sociais, econômicos, financeiros, culturais, políticos, religiosos, territoriais, familiares ou passionais.