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| 15/05/2012 |
| De olho na Mídia e no Mundo |
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Texto de
Carlos Chaparro
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Marco Regulatório
não pode ser
janela aberta
a tentações censórias
Propor um Marco Regulatório da Comunicação com base em discussões e preocupações que colocam em segundo plano as razões constitucionais (ainda que usadas como pretexto retórico) é assumir deliberadamente o risco de empurrar o Brasil para trás. Porque se renuncia ao desafio e à oportunidade de oferecer ao país normas regulatórias vinculadas a valores e princípios, que das normas, e nelas, deveriam ser o âmago.
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No Jornal da Cultura, telejornalismo ousado e criativo
A televisão brasileira não consegue abastecer de ideias e argumentos a discussão pública sobre as complexas contradições da realidade nacional. Em vez da tão necessária análise, dissemina-se pelas diversas redes, inclusive na chamada televisão pública, o “paradigma global” de telejornalismo, mais empenhado em emocionar do que em elucidar.
Em tal cenário, o modelo assumido em outubro de 2011 pelo Jornal da Cultura representa saudável novidade, na qual não é difícil perceber a inquietação criativa de Fernando Vieira de Melo, diretor de conteúdo da TV Cultura. E a novidade, além de preservada, precisa ser valorizada, para que possa conquistar condição de novo paradigma esse telejornalismo em que o relato dos acontecimentos ganha o revestimento da elucidação inteligente, confiada a debatedores que sabem pensar e dizer com independência.
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Saberes da Literatura
Mesmo quando não têm nome, como no caso de alguns livros de Saramago, os personagens dos romances têm o que falta aos protagonistas obscuros dos relatos burocráticos do jornalismo que renunciou às habilidades literárias: são gente.
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Ética e Jornalismo
Quando se trata de assuntos sérios e de jornalismo sério, não há qualquer conflito entre o direito à informação e os direitos à honra e à presunção de inocência. E isso pelo simples e fundamental detalhe de que o direito à informação tem implícito, como pressuposto indispensável, a exigência e a certeza da veracidade. Sem veracidade não há notícia nem se satisfaz o direito de ser informado. E sem a certeza da veracidade, há que controlar o risco de, em vez de noticiar, se estar socializando a fraude da notícia.
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| 10/05/2012 |
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Texto de
Carlos Chaparro
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Desvendamento da Tortura (Final)
Momento de abrir
caminhos para
a reconciliação
Confirmo o que escrevi no texto anterior desta série: é do advogado e professor de direito internacional Marcos Guerra a argumentação mais consistente que conheço sobre o que deve ser a Comissão da Verdade e o que dela devemos esperar.
Na opinião de Marcos Guerra, “a constituição da Comissão da Verdade é essencial para a confirmação do Estado de Direito e representa um avanço importante nesse sentido. É a civilização em marcha. Quinze anos atrás, bater em mulher era um comportamento culturalmente aceitável; a pedofilia era tratada como um desvio; o trabalho escravo e de menores em algumas fazendas e indústrias também era admitido, assim como dirigir embriagado e andar armado. Hoje, esses são crimes considerados intoleráveis."
“No que se refere à tortura, a sociedade precisa tomar consciência dos fatos que ocorrem no país. E a Comissão da Verdade pode constituir-se o grande momento e a grande chance de a Nação afirmar o seu repúdio à tortura, crime que continua a ser praticado em grande parte das prisões brasileiras e em outros ambientes.”
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