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Cortes e Recortes

  • LUTA PELO ENSINO!

    Publicado por Carlos Chaparro em 14 de dezembro de 2017

    Alunos mobilizados  em Defesa da  Universidade Metodista

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    A articulação dos alunos da Pós-Graduação em Comunicação (PósCom) da Universidade Metodista começou no último dia 7 de dezembro, com a demissão arbitrária da coordenadora do programa, a Profa. Dra. Marli dos Santos. Na esteira dessa demissão vieram ainda o afastamento de mais sete professores do programa (José Salvador Faro, Magali Cunha, Sebastião Squirra, Daniel Galindo, Elisabeth Gonçalves, Wilson da Costa Bueno, Cicilia Kroling Peruzzo, – alguns demitidos sumariamente, outros por não aceitarem a redução de sua jornada de trabalho).

    Sentindo-se lesados pela perda dos seus orientadores, os cerca de 60 alunos do programa se mobilizaram para protestar contra o desmonte, que prejudica de maneira direta suas pesquisas de mestrado e doutorado. “Na Metodista escolhemos o nosso orientador antes de entrar no programa e a saída desse profissional compromete a qualidade e continuidade das pesquisas em andamento”, dizem os mestrandos e doutorandos do curso. 

    Há alunos em fase de finalização de suas teses e dissertações, com entrega prevista para fevereiro de 2018, que terão seus projetos inteiramente destroçados.

    Várias manifestações estão sendo organizadas. A primeira delas ocorreu ontem, dia 14/12, às 18h., em frente à sede da instituição.

    Como as demissões não ocorrem apenas no programa de comunicação, alunos de outras áreas da Universidade como Letras, Ciências da Religião, Filosofia e Matemática, também se uniram ao grupo para demonstrar suas insatisfações com os desmandos da diretoria da instituição.

  • DIREITA X ESQUERDA

    Publicado por Carlos Chaparro em 4 de janeiro de 2017

    É hora de enterrar
    a caquética dicotomia que emburrece
    a discussão política

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    Texto de CARLOS CHAPARRO

     

     

    Quanto mais olho e tento entender as aceleradas mutações nas estruturas e nas relações sociais que movem o mundo globalizado de hoje, mais me convenço de que, corroída pela velhice de quase dois séculos e meio,  ficou decadente, superada e reacionária essa rotulagem de  “esquerda” e “direita”, que alguns insistem em usar para classificar e dividir escolhas ideológicas e de militância.

    Rotulagem velha e superada, sim, e não apenas pela derrubada dos muitos muros que, depois da Assembleia dos Estados Gerais, em 1789 (onde e quando teve origem o paradigma), já dividiram territórios e espaços de poder, inclusive nas fronteiras burras que hierarquizavam áreas do conhecimento. Velha e superada também porque, pelo menos nos extremos radicais dessas manifestações encarquilhadas, onde elas existem, os modos esquerdista e direitista de exercer o poder assemelham-se em métodos, fundamentos e hipocrisias.

    À guisa de ilustração, permitam-me algumas perguntas:

    – A burocraticamente implacável censura salazarista e a policialesca censura cubana ou chinesa exatamente iguais em justificativas e formas, devem ser consideradas abusos de poder da direita ou da esquerda?

    – A prisão ilegal e o assassinato de adversários políticos, que continuam a ocorrer em países ditatoriais de vários matizes ideológicos, são procedimentos de esquerda ou de direita?

    – A corrupção, o mensalão e o petrolão são ladroeiras da esquerda ou da direita?

    – A honestidade política, se existe e onde existe, é virtude exclusiva da esquerda ou da direita?

    – E a fraude eleitoral, a manipulação de informações e consciências, a mentira dos discursos partidários, a propaganda enganosa paga com dinheiro público – são práticas de esquerda ou direita?

    – A doutrina dos direitos humanos, de acordo com a qual todas as pessoas são individualmente dignas e livres desde o nascimento, é avanço civilizacional da esquerda ou da direita?

    – E a civilização, como produto da cultura, é um bem da direita ou da esquerda?

    As perguntas ficam aí, para as respostas que cada um e cada uma queiram encontrar na verdade da consciência e na lucidez da inteligência. Penso, porém, que já passou da hora de substituir essa bobagem de classificar e organizar em guetos de direita e esquerda as ideias e escolhas do agir humano. Afinal, a experiência humana de viver já nos deu uma tábua de valores universais, dentro da qual podem e devem caber todas  as diferenças e divergências.

    A coerência ética da Declaração Universal dos Direitos Humanos assenta em nove valores:  Paz ,   Justiça,    Igualdade,    Liberdade,    Fraternidade,  Dignidade,    Solidariedade ,     Democracia    e  Proteção  Legal dos Direitos.

    A partir desses valores, e em função deles, é possível  conceber e materializar modelos justos, éticos, humanistas, de governar e ser governado.

    Até as segmentações religiosas cabem aí. Porque, como o papa Francisco já disse, Deus não é católico. E eu acrescento: nem evangélico. Nem judaísta. Nem islamita.

     

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Curso de jornalismo – aula 1

Aula 1 - Fundamentos introdutórios

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