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| 18/02/2010 |
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| Publicado em: Em jeito de crônica... | Texto de
Pe. Vitor Gonçalves
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Lição das cinzas
"São um limite, as cinzas. Uma fronteira, da qual é difícil ou impossível voltar. São a destruição a revelar como a matéria é frágil e passageira. São o mistério do tempo que transforma em aparente nada aquilo que se julgou tudo. E entre o nada e o tudo cá vamos escrevendo o existir, criando e recriando, na esperança de que o que é verdadeiramente importante nunca será cinza, antes estrela!"
Essa, a idéia inicial, densa e poética, de um texto que me chegou por e-mail, do meu amigo Vítor Gonçalves (foto), jovem padre português que há anos - não muitos, mas intensos - usa a palavra, em suas várias formas, no esforço honesto e inteligente de profetizar jeitos de encontrar Deus no mundo e na vida real dos homens, tal como ela é e nos faz. Rejeitando, portanto, truqes emotivos, de padres cantantes e não cantantes, que tão em voga estão por aí, na televisão brasileira, disseminando mais superstição do que religião.
Por isso, cedo meu espaço ao belo texto do padre Vitor Gonçalves.
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| 30/01/2010 |
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| Publicado em: Em jeito de crônica... | Texto de
Carlos Chaparro
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Calazans Fernandes,
notável nordestino
Já bisavô, e depois de longo sofrimento, morreu na madrugada de quarta-feira passada, 27 de janeiro de 2010, e foi cremado no dia seguinte, o notável nordestino Francisco Calazans Fernandes, que fez história de protagonista no jornalismo brasileiro (na foto, em tempos repórter). Há quem também o chame de escritor. Mas mesmo nos livros escritos, era o jornalista empolgado e empolgante que se caldeava à obra, e lhe impunha paixão narrativa sustentada em requintes técnico-artísticos de um estilo próprio.
Não gosto de necrológios nem sei escrevê-los. Porque, quando se escreve sobre pessoas como Calazans, ainda que tenham morrido, não é da morte que devemos falar, mas da vida. Por isso vos informo, caros leitores, que além da pequena Lys, a bisneta que mal conheceu, Calazans Fernandes deixou-nos seis filhos multiplicados em 12 netos, para a continuidade dos sonhos inacabados que o moveram em vida. Os sonhos de melhorar o mundo.
À prole caberá também, e prioritariamente, a missão de proteger e consolar dona Iris, que acompanhou e completou Calazans na intensa parceria de amantes em que se enredaram, durante 56 dos 81 aos em que ele por aqui andou.
Fomos amigos e colegas. Dele, poderia contar mil histórias dos brilhos da mente e da vida vivida - como homem, cidadão, brasileiro, nordestino, educador e jornalista. Prefiro homenageá-lo com a transcrição de um texto que escrevi anos atrás, para socializar um pouco do muito que com ele aprendi, nas artes e nos deveres do jornalismo. |
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| 11/01/2010 |
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| Publicado em: Em jeito de crônica... | Texto de
Carlos Chaparro
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Nos garis,
todos fomos ofendidos
Com frase eticamente inaceitável, dita num dos intervalos do Jornal da Band na noite da virada do ano, e espalhada ao mundo por um vazamento de áudio, Boris Casoy ofendeu grosseiramente os garis, profissionais tão dignos quanto ele. E, mais do que ele, indispensáveis à sobrevivência urbana.
A ofensa aos garis também nos atinge, por ter vindo de um jornalista e de um ambiente, o jornalismo, que têm para com a sociedade o compromisso de zelar pelos avanços civilizacionais. Em vez disso, foi vilipendiado o direito à dignidade, raiz da cidadania que dá base à democracia.
Esta será, pois, uma crônica triste. |
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