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O Saber de Quem Faz

  • Aprendendo com o saber de Audálio Dantas

    Publicado por Carlos Chaparro em 25/02/2016

    Aprendendo com
    o saber de Audálio Dantas

    Entrevista com Audálio Dantas, atual vice-presidente da ABI, jornalista com 54 anos de percurso profissional, autor de vários livros, líder sindical e político com lugar próprio na História recente do Pais. Ele nos fala sobre Reportagem e Livro-Reportagem na primeira parte da entrevista, gravada e exibida em vídeo, que esta semana colocamos no ar.

     

    Lições de uma notável carreira

    Audálio Dantas, alagoano de Tanque d’Arca, começou a carreira de jornalista em 1954, como repórter na Folha de S. Paulo. O gosto pela reportagem logo se tornou paixão, num rápido trajeto que o levou a passar, com sucesso, pelas revistas O Cruzeiro (redator e chefe de reportagem), Quatro Rodas (editor de Turismo e editor-chefe), Realidade (redator e editor), Manchete (chefe de redação) e Nova (editor).

    O sindicalismo o tirou das redações, numa época em que o Brasil estava submetido à ditadura militar. Em 1975, ele foi eleito presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, representando o primeiro movimento de oposição sindical em São Paulo, desde 1964.  Como presidente do Sindicato dos jornalistas paulistas, logo se tornou uma referência nas lutas de resistência à ditadura, por sua atuação no episódio do assassinato do jornalista Vladimir Herzog.

    A luta e a qualidade da liderança sindical que Audálio Dantas exercia o levaram a novas missões. Foi o primeiro presidente da Federação Nacional dos Jornalistas e deputado federal pelo PMDB, partido que ajudou a organizar. Mais tarde (em 1982), voltou à presidência do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

    Na síntese biográfica aqui apresentada não poderia faltar a vertente de escritor que marca fortemente a trajetória intelectual e jornalística de Audálio.  É autor de nove livros, entre os quais Repórteres (Editora Senac – 1998), A Infância de Graciliano Ramos (Instituto Callis – 2005), A Infância de Ziraldo (Editora Callis – 2007) e O Chão de Graciliano ((Audálio Dantas Comunicação e Projetos Culturais – 2007). Mas a obra literária de maior sucesso de tiragem a que Audálio tem o seu nome ligado é o livro Quarto de Despejo (1960), da então favelada Carolina Maria de Jesus. Audálio fez a compilação e a edição do diário que ela escreveu, na favela do Canindé, em São Paulo. O livro,além  de um dos mais vendidos no Brasil, foi traduzido para 13 idiomas.

    Há dois anos, na qualidade de vice-presidente da  Associação Brasileira de Imprensa, Audálio Dantas aceitou o desafio de reconstruir a representação da entidade em São Paulo. E na ABI, foi dele a idéia, a iniciativa e a coordenação do I Salão Nacional do Jornalista Escritor, realizado com enorme sucesso em São Paulo entre os dias 14 e 18 de novembro de 2007.

    A ENTREVISTA

    Entrevistamos Audálio Dantas. Na conversa filmada, ele nos passa, para socializar, um pouco do muito que tem para ensinar – e não apenas aos jovens que estudam jornalismo ou aos que dão os primeiros passos na carreira, mas aos interessados de todas as idades, ou seja, a todos nós, profissionais, professores e usuários do jornalismo.

    PRIMEIRO BLOCO – O valor da Reportagem

    Pergunta : – Como você analisa as práticas atuais de Reportagem, no jornalismo brasileiro?

    Animação em Flash
    (entra vídeo)

    SEGUNDO BLOCO – A paixão pela Reportagem

    Pergunta: – De que maneira a reportagem marcou a sua vida?

    Animação em Flash

    TERCEIRO BLOCO – O Jornalista Escritor

    Pergunta: – Que importância você atribui ao Livro-Reportagem?

    Animação em Flash

    ******

    ATENÇÃO! Aguarde a continuação da entrevista na próxima semana. Será postada segunda-feira, dia 25.

  • Audálio Dantas fala de sinsicalismo e democracia

    Publicado por Carlos Chaparro em 25/02/2016

    Audálio Dantas fala
    da importância democrática
    do sindicalismo

    Concluímos hoje a apresentação em vídeo da entrevista com Audálio Dantas, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, ex-presidente da Fenaj e atual vice-presidente da ABI e coordenador da representação da entidade em São Paulo. No vídeo (dividido em dois blocos) que encerra a entrevista, Audálio fala da importância do sindicato para a democracia e para a dignidade da profissão. E defende a valorização da formação acadêmica dos profissionais, incluindo nela a preparação dos jovens para a participação na vida sindical.

     

    É essencial que na Universidade
    os jovens se interessem pelo Sindicato

    Vamos hoje colocar no ar a segunda parte da entrevista com Audálio Dantas. Na parte da entrevista que hoje editamos, a fala de Audálio foi dividia em dois blocos.

    No primeiro bloco, o vice-presidente da ABI toma por base a própria experiência para falar da importância do Sindicato e do sindicalismo para a democracia e a profissão. Eis o que ele disse:

    Animação em Flash

    No segundo bloco, Audálio Dantas continua a falar de sindicalismo, mas entrecruzando dois aspetos do tema, aos quais o ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e ex-presidente da Fenaj atribui grande importância: a formação universitária e o compromisso que os jovens jornalistas em formação nas universidades deveriam ter com a organização da categoria e a dignidade da profissão.
    Assim falou Audálio Dantas, na parte final da entrevista:

    Animação em Flash

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