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SEM MEIAS PALAVRAS

Jornalismo em
ESTADO DE MUTAÇÃO

Os protagonistas do processo (jornalístico) somos todos nós, profissionais e cidadãos que constroem o percurso  transformador da notícia, desde a sua origem à sua difusão. E na difusão está o protagonismo dos públicos destinatários (leitores, telespectadores, radiouvintes, internautas…), que agregam significados e efeitos imediatos aos conteúdos gerados, formatados e socializados. Daí, a pergunta: – E a profissão, como fica?

Essa é a conclusão do texto sobre “Jornalismo em estado de mutação”, que acabo de postar na minha página do Facebook (https://www.facebook.com/prof.chaparro)

VIVA AUDÁLIO DANTAS

Cortes & Recortes

  • Reflexão sobre as eleições de 2018

    Na parte já resolvida das eleições de 2018, a da composição do Congresso, tivemosmuma votação  importante e de ótimas surpresas, a principal delas o pequeno vendaval de renovação de rostos e perfis políticos. Mas o que mais me surpreendeu e agradou foi a novidade do “mandado coletivo”, uma promissora experiência que reinventa conceitos e práticas de democracia. 
    Apesar de se ter manifestado em apenas dois Estados (São Paulo e Pernambuco), a experiência dos mandatos coletivos é uma ótima compensação para o desastre de no segundo turno nos vermos envolvidos no reacionário paradigma da velha retórica ideológica que nos propõe uma escolha entre a “esquerda” e a “direita”. E isso, tanto na eleição presidencial quanto na disputa para alguns governos estaduais,
    Para me fazer entender, transcrevo, a seguir, um texto que há mais de um ano e meio postei neste blog.

    Aos eventuais interessados na reflexão, proponho que leiam e tirem as vossas próprias conclusões.
    *************
    (TEXTO DE CARLOS CHAPARRO, PUBLICADO A 17 DE JANEIRO DE 2017)

     

    “Quanto mais olho e tento entender as aceleradas mutações nas estruturas e nas relações sociais que movem o mundo globalizado de hoje, mais me convenço de que, corroída pela velhice de quase dois séculos e meio, ficou decadente, superada e reacionária essa rotulagem de “esquerda” e “direita”, que alguns insistem em usar para classificar e dividir escolhas ideológicas e de militância.” 


    “Rotulagem velha e superada, sim, e não apenas pela derrubada dos muitos muros que, depois da Assembleia dos Estados Gerais, em 1789 (onde e quando teve origem o paradigma), já dividiram territórios e espaços de poder, inclusive nas fronteiras burras que hierarquizavam áreas do conhecimento.”
    “Velha e superada também porque, pelo menos nos extremos radicais dessas manifestações encarquilhadas, onde elas existem, os modos esquerdista e direitista de exercer o poder assemelham-se em métodos, fundamentos e hipocrisias.“
    “À guisa de ilustração, permitam-me algumas perguntas:”
    “– A implacável censura salazarista e a policialesca censura cubana ou chinesa, exatamente iguais em justificativas e formas, devem ser consideradas abusos de poder da direita ou da esquerda?”
    “– A prisão ilegal e o assassinato de adversários políticos, que continuam a ocorrer em países ditatoriais de vários matizes ideológicos, são procedimentos de esquerda ou de direita?”
    “– A corrupção, o mensalão e o petrolão são ladroeiras da esquerda ou da direita?”
    “– A honestidade política, se existe e onde existe, é virtude exclusiva da esquerda ou da direita?”
    “– E a fraude eleitoral, a manipulação de informações e consciências, a mentira dos discursos partidários, a propaganda enganosa paga com dinheiro público – são práticas de esquerda ou direita?”
    “– A doutrina dos direitos humanos, de acordo com a qual todos somos igualmente dignos e livres desde o nascimento, é avanço civilizacional da esquerda ou da direita?”
    “– E a civilização, como produto da cultura, é um bem da direita ou da esquerda?”
    “As perguntas ficam aí, para as respostas que cada um e cada uma queiram encontrar na verdade da consciência e na lucidez da inteligência. Penso, porém, que já passou da hora de substituir essa bobagem de classificar e organizar em guetos de direita e esquerda as ideias e escolhas do agir humano.”
    “Afinal, a experiência humana de viver já nos deu uma tábua de valores universais, dentro da qual podem e devem caber todas as diferenças e divergências.”
    “A coerência ética da Declaração Universal dos Direitos Humanos assenta em nove valores: Paz , Justiça, Igualdade, Liberdade, Fraternidade, Dignidade, Solidariedade , Democracia e Proteção Legal dos Direitos. A partir desses valores, e em função deles, é possível conceber e materializar modelos justos, éticos, humanistas, de governar e ser governado.”
    “Até as segmentações religiosas cabem aí. Porque, como o papa Francisco já disse, Deus não é católico. E eu acrescento: nem evangélico; nem judaísta; nem islamita.”

    ******************
    E tenho dito.

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Curso de jornalismo – aula 1

Aula 1 - Fundamentos introdutórios

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